GCLIO
domingo, 10 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Prof. Ms. Helder Nogueira (GCLIO) participa do Encontro de Formação Protagonismo Juvenil (SEFOR).
Sex, 24 de Setembro de 2010
A Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor), da Secretaria da Educação (Seduc), dá continuidade ao Encontro de Formação Protagonismo Juvenil – Grêmios Escolares, no sábado, 25. Esta é a segunda reunião, que acontecerá das 8 às 12 horas, em quatro unidades de ensino, em Fortaleza.
Na Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Joaquim Nogueira, o encontro reunirá jovens das 1ª e 3ª regiões, com o professor Helder Nogueira Andrade. O tema será “Comunidade: espaço público e privado”. Os estudantes das escolas das 2ª e 6ª regiões, se reunirão na Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Integrada 2 de Maio, para discutir o tema “Estudo sócio-histórico do termo adolescência/jovem”, com o professor Kleiton. Na EEEP Paulo VI, serão escolas da 4ª região, com a professora Roselia, e o tema é “A identidade do adolescente”. Já no Liceu do Conjunto Ceará, com o professor Idelson, serão os alunos da 5ª região, discutindo o tema “Violência escolar”.
A formação tem o objetivo de promover aos líderes escolares, gremistas e líderes de sala, por meio do estudo de temas transversais, a compreensão do conceito de liderança.
Veja o cronograma das atividades no blog: http://gremiosdasescolasestaduaisfortaleza.blogspot.com/
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
AMIGOS DE PAPEL: UM COMUNISTA. POR JOEL RUFINO.
Eu assistia a um jogo da Copa do Mundo quando soube por telefone da morte de José Saramago.
O grande escritor dizia que “comunista é um estado de espírito”. Questionado por um entrevistador, disse também: “Sou aquilo que se pode chamar de comunista hormonal. O que isso quer dizer? Assim como tenho no corpo um hormônio que me faz crescer a barba, há outro que me obriga a ser comunista”.
Em poucas palavras se livrava das idealizações, erros e equívocos dos sistemas e partidos comunistas, preservando o que a definição tem de ética. Comunista é algo em que se está, talvez de nascença, uma feminilidade de espírito anterior à formação de ideias e opiniões sobre o mundo. Um policial experiente, nos anos 60, me revelou que reconhecia comunistas pela maneira insegura, ou frágil, de se dirigirem a empregados, garçons e choferes. Se visse uma mulher trocando pneu, também não tinha dúvida e, nesse caso, sua intuição de sherloque funcionava ao contrário: um corpo feminino fazendo trabalho de macho indica personalidade comunista.
Ser de esquerda é uma coisa, comunista outra.
Em ideas y creencias, Ortega y Gasset lembra que ao sair de casa, a cada manhã, não
precisamos fazer ideia da rua: cremos, de uma maneira insofismável, que ela estará lá, com seu asfalto, seus sinais, lojas, pontos de ônibus etc. A rua não é uma ideia, mas uma crença. Por analogia, esquerda é uma ideia, tanto que podemos estar mais à esquerda, ser de centroesquerda etc. A própria palavra tem uma origem histórica precisa, a assembleia francesa de 1789, em que os deputados que queriam sustar as medidas revolucionárias se sentavam à direita da presidência, os que queriam continuálas à esquerda, os indecisos ao centro.
Madalena, a protagonista de São Bernardo, de Graciliano Ramos, não era de esquerda, mas era comunista. Não que tivesse qualquer ligação com o Partido Comunista do Brasil, fundado há menos de dez anos. Seu comunismo estava em duas ou três atitudes: cumprimentava os lavradores, montou escola para seus filhos, lia romances, escrevia cartas. A insegurança do marido, Paulo Honório, para quem pessoas eram objetos, o convenceu de que a mulher era comunista. Comunista – eis de volta a definição de Saramago – é um estado de espírito caracterizado pela autonomia. Essa autonomia permite a alguém se dizer comunista mesmo depois de naufragarem os seus dispositivos
históricos.
Poderia um comunista não ter espírito autônomo? Certamente. Hobsbawm garante que
nos anos 70, às vésperas da Glasnost, dificilmente se encontraria um comunista na União Soviética. A designação cobria então burocratas, aproveitadores do Estado autoritário, intelectuais acríticos, multidões despolitizadas.
Comunista, na acepção de Saramago, se aproxima melhor de marxista. O essencial do
marxismo sobrevive no comunista: a análise, até hoje insuperável, da mercadoria e a filosofia da práxis, isto é, a ideia de que o homem faz-se a si mesmo. No entanto, alguém pode estar comunista sem ser marxista, já que o marxismo é uma teoria que, como qualquer outra, exige estudo e abstração.
Os comunistas lutam incansavelmente por um homem novo contra todos os sistemas sociais, inclusive os socialistas. São, por isso, otimistas e pessimistas ao mesmo tempo. Como o escritor que morreu.
Joel Rufino é historiador e escritor. http://carosamigos.terra.com.br/
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
"Por uma globalização mais humana", texto do geógrafo Milton Santos.
A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos 17 e 18, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria, nos fins do século 19, e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, financeira, cultural.
Vivemos um novo período na história da humanidade. A base dessa verdadeira revolução é o progresso técnico, obtido em razão do desenvolvimento científico e baseado na importância obtida pela tecnologia, a chamada ciência da produção.
Todo o planeta é praticamente coberto por um único sistema técnico, tornado indispensável à produção e ao intercâmbio e fundamento do consumo, em suas novas formas.
Graças às novas técnicas, a informação pode se difundir instantaneamente por todo o planeta, e o conhecimento do que se passa em um lugar é possível em todos os pontos da Terra.
A produção globalizada e a informação globalizada permitem a emergência de um lucro em escala mundial, buscado pelas firmas globais que constituem o verdadeiro motor da atividade econômica.
Tudo isso é movido por uma concorrência superlativa entre os principais agentes econômicos -- a competitividade.
Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontece em todos os demais.
Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.
Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.
A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.
O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.
Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.
Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.
domingo, 29 de agosto de 2010
A poesia de Paulo Freire!!
Paulo Reglus Neves Freire, 1921 - 1997.
Escola é ...
o lugar onde se faz amigos,
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados".
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém,
nada de ser como tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se "amarrar nela"!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se,
ser feliz.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Artigo do Prof. Ítalo Hide sobre Segurança Pública.
SEGURANÇA PÚBLICA: QUANDO A POLICIA É O PROBLEMA
Os últimos fatos que envolvem a policia militar no Brasil colocam em xeque a segurança pública nacional. Em Fortaleza, o assassinato do jovem Bruce morto por um policial que faz parte do programa de policia cidadã Ronda do Quarteirão, nos deixa em estado de pânico e nos permite entender que o medo da violência é muito mais legitimo do que a certeza da proteção do Estado. No Rio de Janeiro, o atropelamento que provocou a morte do jovem Rafael Mascarenhas fez emergir novamente um problema grave que assola não só a policia, mas todo o país que é a corrupção. A ocorrência desses dois fatídicos fatos demonstra a repetição de um problema crônico que se encrava no seio da nossa sociedade e que nos leva a tragicamente concluir que segurança pública no Brasil não inspira confiança.
SEGURANÇA PÚBLICA: QUANDO A MIDIA É O PROBLEMA
O goleiro Bruno tem sido o principal protagonista do desaparecimento da jovem Eliza Samútio. Caso as acusações se confirmem, ficará revelada uma face perversa e assassina de um ídolo do futebol brasileiro. Entretanto, caso seja condenado, não é só o goleiro do Flamengo que tem afrontado a Lei, a mídia tem repetidamente desrespeitado o art. 20 do Código processo penal. O dispositivo da Lei penal diz o seguinte: Art. 20 - A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da sociedade. O sensacionalismo midiático em torno do caso objetiva muito mais computar o máximo de pontos em audiência do que contribuir para a elucidação dos fatos. Assim sendo, mais uma vez a Lei é afrontada no nosso país. Na mesma linha estão os programas policiais que abordam ações criminosas e de prontidão já vão apresentando e condenando os envolvidos sem que estes possam ao menos se defender daquilo que considero a pior das sentenças que é a opinião pública. Detalhe, nesse julgamento que ocorre na plenária midiática, presidida por um apresentador com perfil de dramalhão e que atua também como promotor está a opinião pública formada por um contingente de pessoas amedrontadas pela violência e envolvida pelos os discursos daqueles que pregam justiça a qualquer preço. São essas pessoas que atuam como corpo de jurados e representam aqueles pontinhos valiosos de audiência. Ao réu midiático não é permitido nem um advogado de defesa e, desse modo, desrespeitado estão os princípios constitucionais da presunção de inocência, da ampla defesa e do contraditório. O pior é que boa parte desses apresentadores atuam como legisladores.
SEGURANÇA PÚBLICA: QUANDO A POPULAÇÃO É UM PROBLEMA
Um dos temas que vão marcar as eleições de 2010 é a segurança pública. Boa parte da população sofre com o avanço da criminalidade e pela falta de cumprimento da Lei. Entretanto, pesquisas comprovam que uma das principais insatisfações com o atual governo cearense são as atuações da CPRV. Esta tem realizados várias apreensões de motos e carros que estão em situação de irregularidade. A justificativa do poder público para a realização dessas ações policiais são os muitos acidentes automobilísticos, as ações de criminosos que atuam principalmente em motos e grande número de motos e carros roubados no estado do Ceará. A população que tanto anseia pelo cumprimento das Leis nacionais condena a CPRV por ela está fazendo valer a Lei. Interessante é o argumento que os transportes apreendidos servem como instrumento que ajuda na sobrevivência do pobre agricultor, entretanto, esconde que esses mesmos transportes servem também de instrumento para as farras alcoólicas de habilitados e inabilitados para pilotar, além de menores de idade que colocam em risco a vida de vários cidadãos.



