GCLIO

O Grupo Clio é uma associação de educadores dedicados ao ensino, pesquisa e cultura, sua fundação oficial se deu no ano de 2008, a partir dos anseios de um grupo de historiadores que buscavam construir um verdadeiro fórum de debate sobre inúmeras questões pertinentes a educação e a democracia em nosso país. Atualmente o GCLIO reúne educadores das mais diversas áreas e espaços de atuação com o propósito de ampliar os horizontes do nosso povo, construindo a unidade possível em torno da democracia e do republicanismo, e o consenso necessário da educação nas suas mais variadas vertentes. Defendemos a universalização do ensino público com a qualidade necessária para habilitar nossas crianças e jovens na vanguarda civilizacional através de dois pilares básicos a inclusão social e a participação política.

terça-feira, 26 de abril de 2011

GCLIO participa da VIII Semana de Humanidades UFC/UECE.



A Semana de Humanidades é a continuidade de um projeto de iniciativa do Centro de Humanidades da UFC. Trata-se de um projeto que a cada ano vem demonstrando ser fundamental para a integração de alunos, professores e técnico-administrativos, num processo de democratização de informações, conhecimentos e oportunidades, buscando a integração do saber universitário com as demais práticas sociais organizadas.

Desde sua sexta edição (2009) vem sendo realizada em parceria com o Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará (UECE), proporcionando o encontro das duas maiores universidades públicas do Estado do Ceará, que atentas ao seu papel político e acadêmico na sociedade cearense, destacam a produção acadêmica de pesquisadores (alunos, técnicos e professores) dos diversos campos do conhecimento que integram a área de Humanidades.
“Humanidades: entre fixos e fluxos”

Em torno do sugestivo tema da VIII Semana: “Humanidades: entre fixos e fluxos”, professores, alunos, servidores e comunidade interessada, conduzirão reflexões que explicitem elementos relacionados a uma das diretrizes mais importantes neste século, a construção de uma sociedade do conhecimento mais humana, pela promoção do diálogo que se configura nas interfaces, alimentando-se do sentido da estabilidade, mas também das transformações que compõem o movimento de elaboração do conhecimento.

O professor Helder Nogueira Andrade, coordenador do GCLIO, participa da VIII Semana de Humanidades UFC/UECE apresentando trabalho intitulado  "PROTAGONISMO JUVENIL E GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA: A SINGULARIDADE DA EXPERIÊNCIA POLÍTICA." Tal trabalho é fruto dos estudos e pesquisas do GCLIO no coletivo "Democracia e Educação". 

domingo, 24 de abril de 2011

GCLIO e o Fórum de Discussão do PNE no Ceará.

Movimento “PNE pra valer” no Ceará



O PNE e a CONAE

Em 20 de dezembro de 2010, o poder executivo encaminhou à Câmara Federal, o projeto de Lei nº 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020. Trata-se de documento de suma importância, pois define, em lei, os rumos da educação brasileira para os próximos dez anos. No corpo do referido PL são definidas as diretrizes da proposta, alguns prazos, além de princípios organizacionais e operacionais e, no seu anexo, são apresentadas 20 (vinte) metas, que são complementadas por 171(cento e setenta e uma) estratégias.

Tal documento representa a culminância de um processo que se iniciara pelo menos dois anos antes, com o começo da preparação da Conferência Nacional de Educação – CONAE, realizada, em Brasília, entre os dias 28 de março e 1º de abril de 2010, com a participação de cerca de 3000 delegados oriundos de todos os estados brasileiros; foi precedida pelas conferências municipais e intermunicipais, realizadas no primeiro semestre de 2009, e pelas estaduais e distrital, no segundo semestre do mesmo ano.

O Fórum

Em reunião realizada em Fortaleza, participantes da CONAE incomodados com visíveis discrepâncias entre o texto do PL 8035/2010 e as deliberações da plenária final, lançaram a idéia da necessidade da mobilização da sociedade civil cearense em favor das principais teses aprovadas em Brasília.

Em função disso, reunindo-se com assídua regularidade a partir da segunda quinzena de janeiro, um conjunto de instituições, agrupadas em torno do auto denominado “Fórum de Discussão do PNE no Ceará”, articuladas com movimentos semelhantes que se instalaram em outros pontos do país e tomando como referência os trabalhos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, produziu cerca de 80 emendas ao PL 8035/2010. Para garantir a efetivação dessa intervenção que só poderia ocorrer no âmbito do parlamento federal, o “Fórum” manteve estreita e contínua interlocução com os deputados federais Artur Bruno (PT), Chico Lopes (PC do B), Eudes Xavier (PT) e José Guimarães (PT), bem como com o senador Inácio Arruda (PC do B).

As emendas

Na definição das emendas ora apresentadas, o Fórum tomou como referência primordial suas concordâncias com as deliberações da CONAE 2010, expressas no seu “Documento Final” , entendido como uma proposta substantivamente democrática, uma vez que mobilizou quase 3 milhões de participantes. Duas outras premissas foram tomadas como basilares, a da destinação dos recursos públicos, exclusivamente, para as instituições públicas e a aprovação por consenso como o princípio deliberativo.



Essas emendas incidem tanto sobre o corpo do referido projeto de lei, quanto sobre as metas e suas estratégias e podem ser organizadas em 5 (cinco) grupos:

(i) as que dizem respeito ao papel do Estado na regulação da educação nacional;

(ii) as que se referem às ampliações dos acessos escolares;

(iii) as que reforçam as perspectivas de permanência de estudantes nos sistemas escolares, com foco nos seus sucessos;

(iv) as que se voltam para a formação e valorização do profissionais da educação e

(v) as que versam sobre as condições do financiamento da educação brasileira.

O Movimento PNE Prá Valer, no Ceará

Por entender que as votações que poderão efetivar as mudanças desejadas no atual projeto de lei ocorrerão no Congresso Nacional e, convencidos que as casas legislativas são sensíveis ao clamor da opinião pública que, em princípio, representam, o Fórum de Discussão do PNE no Ceará decidiu lançar o Movimento “PNE Prá Valer” no Ceará, como forma de dar ciência à sociedade cearense do singular, e importante, momento que vive a educação brasileira, ao mesmo tempo em que a convoca para participar, a partir de hoje, das elaborações dos instrumentos que se consubstanciarão nas leis de amanhã.

Assinam este documento:

Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará - APRECE

Campanha Nacional pelo Direito à Educação – Comitê Ceará

Centro de Apoio às Mães de Portadores de Eficiência – CAMPE

Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará – CEDECA/Ceará

Centro de Educação da Universidade Estadual do Ceará - UECE

Comissão de Defesa do Direito à Educação

Conselho Estadual de Educação

Deputada Estadual Rachel Marques – (PT-CE)

Deputado Federal Eudes Xavier (PT-CE),

Deputado Federal Artur Bruno (PT-CE),

Deputado Federal José Guimarães (PT-CE),

Deputado Federal Chico Lopes (PC do B-CE)

Diretório Central dos Estudantes da UFC – DCE/UFC

Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará - UFC

Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará- FETRAECE.

Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Ceará – FEJA/CE

Fórum de Educação Infantil do Ceará

Fórum pela Educação da Praia do Futuro - FEPRAF

Grupo CLIO – Associação de Professores do Ceará – GCLIO

Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST/Ceará

ONG Encine

Pacto “Um mundo para a Criança e o Adolescente do Semi-Árido” - Comitê Estadual

Secretaria de Educação Básica do Ceará – SEDUC

Senador Inácio Arruda (PC do B - CE)

Setorial de Educação do PT CE

Sindicato APEOC

Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará - SINDIUTE

Vereador Acrísio Sena – PT ( Fortaleza)

Vereador Guilherme Sampaio – PT (Fortaleza)

Vereador João Alfredo – PSOL (Fortaleza)

União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação – UNCME/Ceará

União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME/Seccional Ceará

domingo, 17 de abril de 2011

GCLIO participa do movimento "PNE Pra Valer no Ceará".



QUADROS DAS EMENDAS PRIORITÁRIAS




Emendas que dizem respeito às ampliações dos acessos à educação básica.

PL 8035/2010
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

NOSSAS EMENDAS


Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos e ampliar a oferta educacional de forma a atender 50% da população de até 3 anos, em cinco anos, e universalizar a demanda manifesta até 2020.

PL 8035/2010

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

NOSSAS EMENDAS

Meta 3 - Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar a taxa líquida de matrículas no ensino médio nesta faixa etária para 70% em 2016 e 90% em 2020.

PL 8035/2010

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

NOSSAS EMENDAS

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 20% das escolas públicas de educação básica em 2015 e 50% em 2020.
Emendas que dizem respeito à formação e valorização dos profissionais da educação

PL 8035/2010

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

NOSSAS EMENDAS

Meta 15 - Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam, sendo que até 2015 pelo menos 80% dos professores já tenham alcançado este patamar.

PL 8035/2010

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

NOSSAS EMENDAS

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de tornar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade equivalente a 80% do rendimento médio dos demais profissionais com mesma escolaridade em 2015 e igualar o rendimento em 2020.

Emendas que dizem respeito ao financiamento da educação

PL 8035/2010

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.

NOSSAS EMENDAS

Meta 20 - Ampliar progressivamente o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, 7% do PIB até 2015 e, no mínimo, 10% do PIB até 2020, sendo que 80% dos investimentos públicos em educação devem ser revertidos para a educação básica e 20% para o ensino superior.

Aditiva

Meta 21 - O financiamento à educação deve tomar como referência o mecanismo do custo aluno-qualidade (CAQ), que deve ser definido a partir do custo anual por aluno/estudante dos insumos educacionais necessários para que a educação básica pública adquira e se realize com base em um padrão mínimo de qualidade, sendo o prazo para a sua implementação o de dois anos após a aprovação desta Lei.

sábado, 16 de abril de 2011



O Grupo Clio participa do movimento "PNE pra valer no Ceará", debatendo e difundindo as principais teses que valorizam a formação continuada e a qualificação da remuneração docente, além do financiamento da educação baseado no referencial custo aluno-qualidade.  

     

CONVITE LANÇAMENTO

O Fórum de Discussões do PNE no Ceará, convida para o lançamento do Movimento “PNE Prá Valer” no Ceará, no dia 18 de abril, (segunda feira). O objetivo é dar ciência à sociedade cearense do singular, e importante, momento que vive a educação brasileira, ao mesmo tempo em que a convoca para participar das elaborações dos instrumentos que se consubstanciarão o Novo Plano Nacional de Educação para os próximos 10 anos.

Local: Auditório Deputado Murilo Aguiar da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará

Horário: 14 h

Telefone para confirmação: (85) 3277.2772

ESCOLA E DEMOCRACIA: Curso de extensão em Conselhos Escolares (UFC).



O Grupo Clio apoia todas as iniciativas que fortaleçam as mediações públicas democráticas na escola, destacando que um dos focos centrais para a efetivação de tais iniciativas reside exatamente na formação docente, pois os professores são sujeitos privilegiados na realização da comunidade escolar no horizonte da democracia.

AULA INAUGURAL DO CURSO DE EXTENSÃO EM CONSELHOS ESCOLARES (UFC).






Este curso pretende oferecer uma breve formação para os tutores que irão atuar no Curso de Formação Continuada em Conselhos Escolares (CFCE) realizado pelo Grupo de Pesquisa e Ensino em Gestão Educacional (GPEGE) do Instituto UFC Virtual da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com a SEB - Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação.

O Curso de Formação Continuada em Conselhos Escolares (CFCE) é um curso de Extensão Universitária e tem como objetivo capacitar dirigentes e técnicos das Secretarias Municipais e Estadual, e conselheiros escolares do estado do Ceará, de forma que estes se tornem multiplicadores de conhecimentos e ações no âmbito dos conselhos escolares. Esta formação, atreladas às experiências de escolas municipais e de seus bairros, deve contribuir para formar um público alvo (não somente dirigentes e técnicos das Secretarias Municipais de Educação, mas também, presidentes de Conselho, diretores e supervisores de ensino e conselheiros escolares) para ações motivadoras de atuação interna e externa nas escolas. Esta efetiva participação nos conselhos deve servir como incentivo tanto para equipe escolar como para a comunidade escolar articular uma gestão democrática na instituição, com vistas à melhoria da qualidade social da educação básica ofertada nas escolas públicas.

Prof. Francisco Herbert Lima Vasconcelos

Coordenador do Curso de Formação Continuada em Conselhos Escolares (CFCE).



segunda-feira, 14 de março de 2011

GCLIO: Grupo de Estudo - Educação Nacional.

III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO BRASILEIRA:

A CONAE E O NOVO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (2011-2020).



Prof. Ms. Helder Nogueira Andrade.
Coordenador do Grupo Clio. 



No início do mês de março, o Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES) realizou o terceiro Seminário de Educação Brasileira (III SEB), propondo como tema o Plano Nacional da Educação - Questões desafiadoras e Embates Emblemáticos. O tema proposto está diretamente relacionado ao grande debate nacional consolidado oficialmente no primeiro semestre de 2010 com a realização da Conferência Nacional de Educação (CONAE), sobre as diretrizes, metas e estratégias para a educação nacional nos próximos dez anos (2011-2020) inerentes a lei que institui o novo PNE.

A natureza e a exeqüibilidade da proposta de organização de um Sistema Nacional de Educação no Brasil, ou seja, um verdadeiro sistema na integração das políticas públicas e garantia da clara responsabilidade dos sistemas de ensino desde o âmbito municipal até o federal, orientado para a efetivação de uma educação pública e de qualidade social para todos, esteve presente nas discussões da CONAE e volta à tona com o PNE. Nessa perspectiva, questões como o financiamento da educação, com destaque para a luta pela efetivação do referencial Custo Aluno Qualidade e a valorização do magistério, vislumbrando dois eixos fundamentais a formação docente e a qualificação da remuneração com foco nos planos de carreira, são explicitadas como primordiais para a consolidação da qualidade da educação no país.

O III SEB reuniu na Universidade de Campinas (UNICAMP), educadores, gestores de instituições públicas e privadas, parlamentares, representantes de sindicados, associações, partidos políticos, além dos docentes de inúmeras universidades do país. O encontro nacional expressa a relevância dos debates e proposições relativos ao novo PNE, em tramitação no Congresso Nacional como projeto de lei de importância singular para a definição dos rumos da educação nacional nos próximos anos.

Nesse sentido, as conferências e comunicações que garantiram a rica programação do III SEB, destacaram o papel fundamental do documento da CONAE como um verdadeiro marco da democratização dos debates que devem nortear o novo PNE, portanto tal documento deve ser respeitado por sua legitimidade, como fruto de uma ampla participação dos organismos da sociedade civil, vinculados a educação, desde o âmbito municipal até o encontro nacional com a aprovação de um documento substancial que garantiu a unidade da conferência na multiplicidade de debates e propostas dos mais variados segmentos da educação nacional:

A profícua parceria que se estabeleceu entre os sistemas de ensino, os órgãos educacionais, o Congresso Nacional e a sociedade civil constituiu fator determinante para a mobilização de amplos setores que acorreram às conferências municipais ou intermunicipais, realizadas no primeiro semestre de 2009, e conferências estaduais e do Distrito Federal, no segundo semestre de 2009, além da organização de vários espaços de debate, com as entidades parceiras, escolas, universidades, e em programas transmitidos por rádio, televisão e internet, sobre o tema central da conferência – Conae: Construindo o Sistema Nacional Articulado: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação. O resultado desse estimulante processo de mobilização e debate sobre a educação brasileira está consolidado neste Documento Final que apresenta diretrizes, metas e ações para a política nacional de educação, na perspectiva da inclusão, igualdade e diversidade, o que se constitui como marco histórico para a educação brasileira na contemporaneidade. (Documento Final - CONAE).

Portanto, devemos compreender nossa inserção como educadores e educadoras do Ceará, no embate político vinculado ao novo PNE, o documento final da CONAE deve ser defendido como a verdadeira essência da lei, pois possui a legitimidade da mobilização e debate que integrou todo o país e proporcionou a expressão dos mais variados segmentos da sociedade civil com seus embates e contradições.

Devemos acompanhar com atenção a tramitação do novo PNE no Congresso Nacional e encaminhar propostas para os parlamentares, no sentido de garantir que a legislação a ser aprovada expresse de fato a efetividade do direito social inalienável da educação, buscando garantir mecanismos que efetivem o acompanhamento e avaliação sistemática para o cumprimento das metas propostas no novo PNE, a fim de evitar o fiasco ocorrido na efetivação de muitas metas e propostas do PNE 2001-2010. Precisamos potencializar todas as forças políticas e sociais para garantir o compromisso com a real democratização da educação em nosso país, com um verdadeiro Sistema Nacional de Educação.

sábado, 5 de março de 2011

III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO BRASILEIRA NA UNICAMP.




Realizado pelo Centro de Estudos Educação e Sociedade (CEDES), o III SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO BRASILEIRA - IIISEB, teve como tema o PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO: QUESTÕES DESAFIADORAS E EMBATES EMBLEMÁTICOS. Tomando tal problema, o CEDES buscou dar continuidade à reflexão sobre os desafios e caminhos para a educação brasileira, em suas etapas básica e superior, na educação complementar e nas políticas que lhes são pertinentes, como financiamento, valorização e formação do professor.

As temáticas propostas são de extrema relevância para reflexões sobre formulação de um Plano Nacional da Educação (PNE), a partir do qual e em regime de colaboração, se recoloca a possibilidade de um Sistema Nacional da Educação.

A natureza e a exeqüibilidade da proposta de organização de um Sistema Nacional de Educação no Brasil, orientado para a efetivação de uma educação pública e de qualidade social para todos, esteve presente nas discussões da CONAE e volta à tona com o PNE.

O cenário decorrente do período eleitoral sugere possibilidades tão distintas quanto a aprovação do novo PNE ainda em 2010, eventualmente por meio da criação de uma Comissão Especial, ou o início de sua discussão nesta legislatura, ficando sua votação transferida para 2011.

A idéia que percorre todo o IIISEB é de que é tão importante assegurar instrumentos concretos que permitam o acompanhamento e avaliação sistemática do cumprimento das metas do novo PNE, diferentemente do que ocorreu com o PNE 2001-2010, quanto favorecer o debate sobre as diretrizes, metas e estratégias no novo PNE. Atuar para a efetivação desta perspectiva é a tarefa que se coloca no horizonte imediato das forças políticas e sociais compromissadas com a real democratização da educação no país.



O DEBATE SOBRE O NOVO PNE FOI O FOCO CENTRAL DO ENCONTRO QUE REUNIU EDUCADORES DE TODO O PAÍS NA UNIVERSIDADE DE CAMPINAS (UNICAMP).



 EDUCADORES VINCULADOS AS UNIVERSIDADES, ASSOCIAÇÕES, SINDICATOS, ONGs, PARTIDOS POLÍTICOS, MOVIMENTOS SOCIAIS E SECRETARIAS DE EDUCAÇÃO PARTICIPARAM DO SEMINÁRIO.



PROF DR. MÁRCIO PORCHMANN (PRESIDENTE DO IPEA) TRATOU DE ALGUMAS QUESTÕES SOBRE O NOVO PADRÃO DE DESENVOLVIMENTO DO CAPITALISMO NO SÉCULO XXI E SUA RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO.



PROF. MS. HELDER NOGUEIRA ANDRADE (GCLIO) AO LADO DO PROF. DR. MÁRCIO PORCHMANN (PRESIDENTE DO IPEA).

GCLIO NAS ESCOLAS - Escola Estado do Pará: Celebração alusiva a conclusão das turmas de Ensino Fundamental e Médio.

O Grupo Clio apóia e participa de iniciativas que promovam a integração escola e comunidade, tomando como foco a democracia e a qualidade da educação no Ceará.

Prof. Helder Nogueira Andrade (GCLIO) participou de celebração organizada na Escola Estado do Pará, como professor efetivo da escola foi convidado pelo seu Núcleo Gestor para participar da celebração e comemorar com o coletivo da comunidade escolar esta conquista dos jovens.








sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

REFLEXÕES GCLIO.

“O novo sempre vem”


Prof. Maurício Manoel
Membro do GCLIO.


Hoje em dia, em várias situações, sinto-me deslocado. Sinto-me fora do que se instituiu como realidade social. Não sou de uma geração tão distante, ainda nem vivi o terço de um século, mas esse curto espaço de tempo me fez perceber que as diferenças entre as gerações (cada vez mais subdividias) estão se tornando quase opositivas. Essas diferenças evidenciam-se em todos os âmbitos: comportamento, relações amorosas, cultura, educação, família etc. Atualmente, a “nova juventude” parece estar perdida, sem referências, à mercê das imposições trazidas pela moderna comunicação.

A década de 80, um dia, foi chamada de “década perdida”. A juventude da época transpirava rebeldia e fazia surgir movimentos que emanavam um certo toque de atitude. O momento mais rico do Rock Nacional se deu nesse período com o surgimento de artistas e bandas que ainda hoje são cantados e reverenciados no país inteiro. Essa “década perdida” produziu, e muito, se compararmos com os últimos vinte anos.

A partir dos anos 90, percebeu-se que certos valores, antes considerados válidos e corretos, estavam perdendo força e espaço para outros mais fetichistas e aparentes. Desculpem-me a voracidade das palavras, mas não encontro outras para descrever melhor essas atitudes.

A partir desse período, um show de fetiches começou a transformar parte de nossa juventude em “fantoches voluntários”, facilmente manipulados pela força da mídia e tragados pelos pulmões do capitalismo selvagem e sem escrúpulos. Claro que não só a juventude é vítima desse processo, mas os cuidados dados as próximas gerações virão dos jovens de hoje, por isso a responsabilidade é ainda maior e justificada.

Em tempos de “ter é melhor do que poder ter” e “o mundo é dos espertos” sinto que o rumo traçado pelos jovens de hoje vai de encontro aos valores que inocentemente me foram ensinados. Estudar para ser alguém na vida, respeitar os mais velhos, pensar no futuro, valorizar a família, cuidar do irmão mais novo, rezar antes de dormir; em meio ao que vemos hoje na televisão e que infelizmente é copiado por parte da sociedade, esses valores parecem ser extremamente caretas. Hoje, mais do que nunca, devemos considerar válida a máxima de que as aparências enganam.

O “aproveitar a vida”, atualmente, limita-se a muito pouco. Sem referências, nossa juventude deixa de ser jovem mais cedo, deslumbrada com a falsa impressão de que podem tudo, devem tudo, de que a vida é curta, portanto não precisam estudar porque o futuro é a morte. O errado atrai mais do que o certo e quando descobrem que as nuvens não eram de algodão têm que correr atrás do tempo perdido amargando que o tempo passou e não disse a hora certa.

A leitura não mais atrai os jovens, que preferem ouvir o som de músicas questionáveis em intensidade nada confortáveis a dedicar-se ao silêncio e terapia de uma boa leitura. É duro admitir que as novelas - com suas traições amorosas, crimes e falsidades – substituíram quase que completamente o livro, as boas conversas com os amigos, os momentos com a família.

Nos últimos dez anos, nossa juventude viu surgir poucas produções culturais de boa qualidade. Tanto na literatura quanto na música o que vemos é uma produção de glória efêmera que se torna referência por um curto espaço de tempo, pois é descartável e rapidamente perde corpo frente ao que realmente possui qualidade. Querer comparar as produções musicais e literárias atuais com as de antigamente é até covardia.

Pois bem, Elis Regina cantou que “o novo sempre vem”, Belchior estava certo ao escrever essa letra belíssima que fala de sua nostalgia. Saudosista? Talvez. Mas hoje esse “novo” me faz (e com certeza não só a mim) - por todos os motivos citados – ter um sentimento de nostalgia muito forte e às vezes incontrolável. Se é para ver o lado bom das coisas, é ótimo ter o que lembrar.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

GCLIO: Reflexões políticas.

KARL MARX E A REALIZAÇÃO DA VIDA COMO PRÁTICA DA LIBERDADE.

Prof. Ms. Helder Nogueira Andrade.

“Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência”, assim Marx e Engels definem na Ideologia Alemã, a relação entre vida e consciência na realização histórica da humanidade, portanto devemos compreender que apenas os seres humanos reais em suas determinações imediatamente materiais (comer, dormir, beber, trabalhar etc.) podem “fazer” a história, ou seja, o processo histórico deve ser compreendido na dinâmica da vida que imediatamente busca a satisfação das necessidades enquanto produção da própria vida material.
Assim, não podemos desenvolver uma “consciência ingênua” da realidade e acreditar que as idéias e o próprio mundo estão desintegrados da existência material dos seres humanos, tal realidade imprime determinados padrões de uma classe dominante que torna hegemônico seu modo de viver e pensar como algo universalmente válido, uma verdadeira estrutura de dominação que privilegia a domesticação ou adequação da consciência das maiorias exploradas ao seu status quo, e busca consolidar-se cotidianamente através de seus aparelhos ideológicos como o único horizonte possível para a realização da consciência, portanto aprisionando-a:

Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes; em outras palavras, a classe que é o poder material dominante numa determinada sociedade é também o poder espiritual dominante. A classe que dispõe dos meios da produção material dispõe também dos meios da produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles aos quais são negados os meios de produção intelectual está submetido também a classe dominante; em outras palavras são as idéias de sua dominação. (Marx, Karl. e Engels, Friedrich. A Ideologia Alemã. 1845.)

Portanto, devemos compreender que toda luta política das maiorias exploradas em qualquer época ou lugar, deve tomar como problema fundamental as condições de possibilidade materiais e intelectuais que forjam a hegemonia da consciência dominante. A realização legítima da consciência deve fundamentar-se no próprio movimento existencial dos indivíduos em meio as múltiplas experiências possíveis com seus limites, contradições e possibilidades. Apenas quando homens e mulheres compreendem criticamente a situação de exploração que estão submetidos na realidade de suas vidas é que a liberdade pode ser uma conquista possível, na práxis inerente a consciência-de-si de cada coletivo em sua singularidade. Devemos lutar contra toda forma de domesticação da consciência promovida pela minoria detentora dos meios de produção material e intelectual da sociedade.